Hoje, vivemos uma grande mudança na sociedade e em nossas virtudes. Uma criança não se interessa mais por uma bola, por histórias infantis ou por um ioiô, e sim pelos jogos eletrônicos.

É muito fácil ter acesso a qualquer tipo desses jogos, computadores, celulares, vídeo games, entre outros aparelhos eletrônicos.

À medida que a tecnologia avança, crianças, adolescentes e até os adultos são envolvidos e atraídos pelos mais diversos tipos de jogos e aparelhos.

As cores, as novidades tecnológicas, as dificuldades e curiosidades dos jogos geralmente são o que mais chamam atenção. Tal evolução faz com que os novos jogos interajam com o jogador e se assemelhe com a realidade.

O grau da perfeição é tanto que, em certos momentos, a diversão pode se tornar um grande problema.

O que é muito abordado em escolas, por psicólogos, pedagogos e pelos próprios pais, é até onde tais semelhanças com a realidade podem atrapalhar na educação do seu filho e qual é o momento certo para que se interrompa o jogo.

Muitas crianças sofrem atualmente de insônia, obesidade infantil, entre outras doenças, por ficar noites e noites em frente ao computador, jogando em rede com pessoas do mundo inteiro, outras confundem a realidade com a ficção e vivem um mundo de sonhos e fantasias, prejudicando seu desempenho escolar e sua própria vida.

Diversão é essencial na vida de todos, mas devemos analisar se estamos exagerando ou não. Mas claro que nem todos os jogos são prejudiciais ao desenvolvimento das crianças.

Há diversos exemplos dos que são considerados jogos educativos, divertidos e que complementam a formação dos jovens. Em alguns deles, você pousa aviões, pilota carros de surfe, locomotivas a vapor, viaja nas histórias da Idade Média e pode realizar conhecer diversos países do mundo.

Alguns jogos não são indicados, geralmente os de ação, pois em sua maioria possuem conteúdo violento. Em muitos deles, o objetivo é matar seus inimigos – quer eles sejam humanos ou não.

Existem milhares de jogos, cada qual com seu objetivo e cabe aos pais e às próprias crianças terem a ideia de qual é mais apropriado e que lhe trará mais informações.

Se você ainda não fez, realize sua viagem ao mundo dos jogos eletrônicos e conheça a história de grandes sucessos que marcaram época e tornaram os games o que são hoje!

História do Vídeogame

A primeira ideia ao que se assemelha a um vídeo game é datada de 1947 – um “Dispositivo de entretenimento com tubo de raios catódicos”, patenteado no ano seguinte por Thomas T. Goldsmith Jr. e Estle Ray Mann.

Inspirado na tecnologia de radares, consistia em um dispositivo analógico que permitia controlar um ponto vetorizado na tela, simulando mísseis, acertando alvos, que eram simplesmente pontos fixos na tela.

Com o tempo, outros exemplos de vídeogames foram sendo criados.

  • O computador NIMROD no festival da Inglaterra de 1951;
  • OXO: um "jogo da velha" eletrônico feito por Alexander S. Douglas para o computador EDSAC em 1952;
  • Tennis for Two: um vídeogame criado por Wiliam Higinbotham em 1958;
  • Spacewar: escrito pelos estudantes Martin Graetz, Steve Russell e Wayne Wiitane em um computador DEC PDP-1, em 1961.

Após um período de dez anos, o Odissey elaborado pela empresa Magnavox, em 1972, foi o primeiro vídeogame a ser vendido nos Estados Unidos. O Odissey foi comercializado no Brasil, no final da década de 70.

No Brasil, o console ficou conhecido como Telejogo. As pessoas tinham que ter bastante imaginação, pois quadrados na tela significavam pessoas, naves, etc.

Um pouco depois do lançamento do Odissey, surgiu o fenômeno que todos normalmente associam com a história do vídeogame: o Atari. Projetado por Nolan Bushnell e lançado em 1978, nos Estados Unidos. Era um símbolo cultural dos anos 80 e um fenômeno de vendas.

Após a quebra da Atari, no início dos anos 80, a Nintendo começou a erguer seu império. O primeiro sucesso de vendas da Nintendo foi o console Famicom, de 8 bits, que foi rebatizado de NES (Nintendo Entertainment System). Dois dos maiores jogos foram feitos primeiramente para o NES, Mário e Donkey Kong, por exemplo.

Enquanto a Nintendo crescia e se consolidava como a maior no mundo do vídeo game, a SEGA, outra empresa japonesa, também se desenvolvia. Para concorrer com o NES, a empresa lançou o Master System.

A disputa entre as duas empresas só aumentava e sabendo que não iria ultrapassar a Nintendo na guerra dos 8 bits, a SEGA desenvolveu um novo console, de 16 bits: o Mega Drive.

Logo, a líder Nintendo, obviamente entrou na disputa e mostrou ao mundo um dos maiores sucessos de toda a história do víde game: o Super Nintendo.

Essa história não poderia deixar de contar um dos seus maiores clássicos. Enquanto o console da SEGA tinha mais jogos, o da Nintendo era mais avançado e possuía melhores gráficos. Havia uma grande disputa entre os personagens das duas empresas, Nintendo e SEGA, Mário e Sonic, respectivamente.

O que as duas maiores empresas de video game não esperavam era a entrada de uma nova concorrente, e uma concorrente de peso.

Após essa longa disputa, a Sony entrou no mercado de vídeogames, com um projeto inovador e com um novo tipo de console.

Nesse momento, a SEGA lançou, sem muito sucesso, seus 32 bits, Saturn. Já sua grande concorrente Nintendo lança mais um grande sucesso que mudaria muitas gerações, o Nintendo 64, com gráficos de 64 bits.

Era chegada a vez dessa nova empresa, a Sony, lançar seu console, o importantíssimo PlayStation que, por possuir uma grande biblioteca de jogos, tornou-se o líder da geração, com 100 milhões de consoles vendidos.

Devido ao enorme sucesso, no início de 2000, a Sony lançou a segunda versão do fantástico PlayStation. O novo console tinha mídias em formatos de DVDs e gráficos cada vez mais semelhantes à realidade.

Percebendo o grande sucesso de sua concorrente, logo a Nintendo, em 2003, lançou o sucessor natural do Nintendo 64, o GameCube.

Nesse momento, a gigantesca Microsoft lançava seu primeiro vídeogame, o novíssimo Xbox.

Atualmente, os novos consoles resumem-se nos lançamentos dos mesmos fabricantes da geração passada.

Com isso, os principais fabricantes consolidaram-se no mercado. A Sony, com o seu PlayStation 3, aumentou a memória do aparelho para oferecer jogos com gráficos superiores. A Nintendo lançou uma das maiores novidades, e um líder de vendas, o Wii, um jogo onde o jogador interage com a animação e através de movimentos feitos por um controle. A Microsoft lançou o Xbox 360, que era uma evolução do Xbox.

O sucesso dos jogos eletrônicos é tão grande que desde 1999 até 2004, a indústria dos games faturou 21 bilhões de dólares, mais que duas vezes o faturamento de todos os filmes de Hollywood no mesmo período. A disputa entre essas grandes empresas parece apenas estar começando e futuramente com certeza outras novidades aparecerão.

Jogos em Rede

Por que será que esses jogos são diferentes? O que os diferem dos jogos em consoles, já criados por outras grandes empresas?

Jogos em rede foram criados para que houvesse uma interação entre os jogadores e que todos pudessem jogar ao mesmo tempo, em qualquer parte do mundo, juntos.

Porém, muito desses jogos incentivam a competição de certa forma, guerras são criadas virtualmente e, em alguns momentos, há uma confusão entre a realidade e a ficção.

Britânia, o país online, tem cerca de 230.000 cidadãos ou jogadores. Esse país é habitado por todo tipo de pessoas: soldados, alfaiates, ferreiros, músicos. Eles vão à guerra, constroem cidades, abrem lojas, se casam e morrem. Esse mundo virtual faz com que jovens, crianças e até adultos troquem dicas, sugestões, conversem e passem dia e noite vivendo em um país que não existe.

O chamativo de todos esses jogos é a facilidade com que milhares de pessoas podem jogar ao mesmo tempo e, como exemplo, dizem que mais de 114 países já jogaram uma partida de um jogo conhecido com Última Online ao mesmo tempo.

A popularidade desses jogos depende, em grande parte, do contato social envolvido. Também é um ótimo negócio, há diversas lan houses (loja com computadores ligados em rede), recebendo adolescentes diariamente que gastam muito dinheiro para poder ficar jogando por um determinado tempo, com os amigos, com outras pessoas e até contra pessoas que estão do outro lado do mundo.

Um dos jogos em rede que mais faz sucesso é o WARCRAFT, um jogo que é preciso ter uma conta junto ao site do jogo. Paga-se uma mensalidade para poder jogar e milhares de adolescentes em todo mundo interagem através dos contos de fadas e fantasias deste jogo. Existem também muitos jogos de carro que permitem interativade online.

Crescimento Indústria de Jogos

Jogos eletrônicos parecem ser bastante promissores e hoje, as indústrias de jogos crescem, de certa forma, de uma forma bastante acelerada. A indústria norte-americana de jogos eletrônicos, em 1997, chegou a 5,3 bilhões de dólares, e as vendas mundiais foram de, pelo menos, 10 bilhões de dólares. Não há um desaquecimento no mercado de jogos, na verdade espera-se um crescimento de 50% a 75% nesse mercado nos próximos cinco anos.

Com o aumento de jogos online, os números de assinantes de empresas de internet e que contém banda larga, um tipo de conexão com a Internet e alta velocidade, aumentou bastante e segundo estudos da organização Forrester Research, mais de um milhão de pessoas jogam pela Internet.

Perigo dos Jogos Eletrônicos

Hoje, a grande preocupação dos pais refere-se aos problemas que os jogos podem trazer aos seus filhos. Há algum perigo para os jogadores?

Em alguns jogos um adolescente torna-se um cruel e frio assassino, onde mata por diversão.

Jogos como esses são considerados impróprios e podem causar sérios distúrbios para o jogador. Muitos confundem o mundo virtual dos jogos com a realidade.

Alguns especialistas explicam que: “alguns jogos apresentam temas antissociais, como violência, sexo e linguagem obscena”, diz David Walsh, presidente do Instituto Nacional sobre Mídia e Família, dos EUA. “Infelizmente, esses parecem ser os jogos mais populares entre crianças de 8 a 15 anos.”

Nos Estados Unidos, foi feito um estudo em que quase 80% dos vídeogames preferidos pelos jovens contêm violência .

Declarações como a de Rick Dyer, presidente da empresa Virtual Image Productions, mostram o pensamento absurdo desses criadores, “Não são mais apenas jogos. São instrumentos de aprendizado. Estamos mostrando às crianças – da maneira mais inacreditável – a sensação que se pode ter ao puxar um gatilho... O que elas não aprendem são as consequências na vida real.” conclui Dyer.

Não devemos generalizar, pois existem jogos que são interessantes e que passam uma certa informação. Alguns jogos ensinam a pilotar aviões, outros ativam seu raciocínio e te ajudam a resolver facilmente exercícios de raciocínio lógico, fazem com que você tenha informações de outros lugares do mundo, etc.

Jogo vicia?

Os novos games jogados na Internet com pessoas de todo o mundo permitem que cada jogador escolha o papel de determinado personagem e fazem com que o jogador coloque suas características no personagem. Assim, ele tem a impressão de que está dentro do jogo de que é o personagem.

Estatísticas norte-americanas indicam que o aluno mediano da sexta série assiste a quatro horas diárias de TV – fora o tempo que ele gasta jogando vídeogame ou em frente ao computador.

Pesquisas mostram que mais de 60% das crianças admitiram jogar compulsivamente e em até certos momentos, trocam as lições da escola para ficar jogando.

A leitura deve ser cada vez mais incentivada nas escolas, práticas de matemática e atividades físicas. Para os pais, é difícil encarar que seu filho está viciado em games, mas é bom saber que há cura e que muitas crianças, hoje, são adultos que souberam enfrentar essa fase da vida.

Há casos de sedentarismo infantil em diversos países do mundo e outro estudo indica que 40% das crianças norte-americanas são obesas.

Um fator que contribui para o problema é a falta de exercícios, por causa do tempo excessivo gasto em frente à TV ou à tela do computador.

Hoje, existem diversos tipos de problemas que os jogos eletrônicos podem causar, como estes:

  • Jogos violentos podem incentivar o comportamento agressivo;
  • Os jogos eletrônicos confundem a cabeça dos jovens e fazem com que projetem a participação neles; deixam de ser meros expectadores;
  • Os games podem levar o jogador a negligenciar obrigações e relacionamentos importantes;
  • O tempo gasto em brinquedos eletrônicos toma o espaço do estudo, atividades físicas e brincadeiras que possam estimular o relacionamento e a criatividade etc.;
  • Fadiga visual, por ficar olhando para uma tela o dia inteiro;
  • Obesidade devido à falta de atividade física;
  • Os jogos consomem seu tempo e dinheiro.

Jogos que Marcaram Época

Alguns jogos fizeram parte de nossas infâncias e, com certeza, ajudaram em nosso crescimento. Muitos eram novidades para época e por causa deles muitos outros surgiram. Clássicos e alguns pioneiros em cada gênero, que levaram a indústria de jogos a alcançar patamares inimagináveis há décadas, ultrapassando, por exemplo, a cinematográfica.

Não podemos falar de clássicos sem mencionar o Atari 2600, que foi um vídeogame projetado por Jat Miner e lançado em 1977, nos Estados Unidos e em 1983, no Brasil. Considerado um símbolo cultural dos anos 80.

Pac-man

Um grande título e que dispensa comentários, Pac-man pode ser considerado uma criação de sorte, visto que o desenvolvedor teve a ideia do personagem principal ao retirar uma fatia de uma pizza, formando o desenho do protagonista comilão. O objetivo do jogo era comer todas as rodelinhas amarelas e atravessar todo o labirinto com o maior número de pontos ganhos.

Pong

O Pong é considerado o divisor de águas na indústria dos jogos. Sua criação, que inicialmente não passava de um invento, tornou-se algo extremamente lucrativo na época, levando seus criadores a fundarem a Atari. O objetivo do Pong era acertar a bolinha com apenas uma barrinha, havia diversas direções onde a bolinha poderia ir.

Space Invaders

O mundo dos jogos recebia pela primeira vez a invasão alienígena, você tinha uma espaçonave e alguns tiros para tentar impedir o ataque. A ideia alavancou o sucesso do Atari 2600, a partir de um tema interessante e todas as inovações que o console trazia na época.

Tetris

Um dos maiores games que já foram feitos, simplesmente genial, que dispensa comentários. Criado em 1985, por Alexey Paitnov, leva esse nome por todas as peças serem formadas por quatro quadrados.

É um dos jogos mais jogados da historia e milhares de remakes já foram desenvolvidos, tornando-o conhecido por públicos de todas as idades e estilos.

Arkanoid

Uma parede de tijolos deve ser destruída e uma bolinha é rebatida até que não sobre mais nenhum tijolo.

Esse é um famoso gênero de jogos, conhecido como Breakout, foi criado pelo Arkanoid.

Pitfall

Um pioneiro em jogos do gênero de aventura, em especial em plataforma. Colocando um personagem aventureiro em meio aos perigos de uma floresta, Pitfall foi um dos maiores sucessos de sua época, levando os gamers (pessoas viciadas em games) à aventuras jamais vistas.

Novos Jogos

Os novos jogos que vêm sendo criados atualmente traduzem, de uma maneira idêntica, o que é a realidade e isso é o que todos os fãs de jogos eletrônicos esperam: um gráfico tão perfeito que a cada dia os personagens sejam mais parecidos com o mundo real.

Grandes marcas estão investindo pesado para que possam lançar seus novos modelos.

O Nintendo Wii, por exemplo, já vendeu mais de 70 milhões de unidades e, atualmente, tem mantido o sucesso com um dos seus jogos, o Guitar Hero, dominando o mercado.

O Guitar Hero é um jogo em que você toca músicas de grandes artistas através de um controle ou até mesmo de uma guitarra ou uma bateria, que são considerados como controles.

A Sony continua investindo no seu grande sucesso, o PlayStation 3, que é um dos vídeogames mais vendidos no mercado, mas, em número de vendas, ainda perde para a Nintendo.

Os mais procurados pelos jogadores do Play Station são os de aventura e ligados a esportes. O que faz com que o Play Station seja um diferencial é seu serviço de jogo unificado ou em rede. Com 60 GB, seus gráficos são muito semelhantes à realidade e conquistam o público jovem.

Hoje, essas duas grandes marcas dominam o mercado; porém, a todo instante, fala-se em novos consoles que estão sendo projetados e coisas que nunca foram feitas antes. O futuro dos games irá confundir cada vez mais a cabeça dos jovens, pois a realidade e o virtual se aproximam em uma velocidade ainda maior.